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Jardim Suspenso
Ao deter o olhar outrora suspenso no ar, busco um horizonte com sóis, mares, luar; e encontro, de forma a esperar, um jardim a me observar que, preservado fora de seu lugar, me traz à memória o que preciso lembrar.
Escrito em 30 Jun 2010 por cris
Entretantos
Uma reflexão... Inquieta reflexão.
Pintura, objeto, não objeto.
A madeira recortada adquire configurações sinuosas que esbarram no desejo que a matéria se renda, se torne flexível, líquida. Quase uma perseguição ao que me parece mágico: a impossibilidade.
Neste embate entre contenção e distensãoda forma, entre ruídos e murmúrios, entre desdobramento e rigidez, a intervenção do expectador, a expansão do olhar.
E o objeto, não objeto, ausência de cor, no desejo da pintura é a própria tinta.
Escrito em 08 Jun 2010 por cris
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